Plano de 5 Dias: Cultivando um Coração Generoso

Plano de 5 Dias: Cultivando um Coração Generoso. Descubra a generosidade bíblica: fonte divina, desapego, ação, superando ego/medo.

Com um coração generoso, experimentamos a plenitude da vida que Deus nos oferece. Vivemos em um mundo que frequentemente nos ensina a acumular, a proteger nossos bens e a priorizar nossos próprios desejos.

Contudo, as Escrituras nos convidam a um caminho diferente, um caminho de entrega e partilha, onde a verdadeira riqueza é medida não pelo que possuímos, mas pelo que estamos dispostos a oferecer.

Este plano devocional de cinco dias é um convite para explorar as profundezas da generosidade bíblica, não apenas como um ato isolado, mas como uma virtude que transforma o nosso ser, reflete o caráter de Deus e abençoa aqueles ao nosso redor.

Prepare-se para embarcar nesta jornada que promete reacender a chama da liberalidade em seu espírito e moldar sua perspectiva sobre a vida, os recursos e o amor divino.

Dia 1: A Semente da Generosidade – Reconhecendo a Fonte Divina

Iniciar a jornada rumo a um coração verdadeiramente generoso exige que olhemos primeiramente para a fonte de toda generosidade: o próprio Deus.

Antes mesmo de pensarmos em dar algo de nós, precisamos reconhecer que tudo o que possuímos – nosso tempo, talentos, recursos e até mesmo a nossa própria vida – são dádivas que recebemos d’Ele.

Essa perspectiva não apenas nos liberta da pressão de “ter que dar”, mas nos impulsiona a “querer dar” como uma resposta natural de gratidão e adoração.

Quando entendemos que somos apenas administradores do que nos foi confiado, a generosidade deixa de ser um peso e se torna uma expressão de nossa fé.

É um ato de reconhecimento de que Deus é o grande Provedor e que a Sua natureza é de entrega e amor incondicional.

Ao refletir sobre a inesgotável generosidade divina, somos inspirados a imitar esse caráter em nossa própria vida, semeando atos de bondade e partilha por onde quer que passemos.

Ilustração de uma mulher cozinhando para pessoas na rua (Cultivando um Coração Generoso)
Ilustração de uma mulher cozinhando para pessoas na rua (Cultivando um Coração Generoso)

Leitura Bíblica: 1 João 4:7-12 (NVI)

Amados, amemo-nos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama nasceu de Deus e o conhece.

Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele.

Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.

Amados, visto que Deus assim nos amou, nós também devemos amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor está aperfeiçoado em nós.

1 João 4:7-12 (NVI)

Reflexão:

A passagem de 1 João 4:7-12 nos oferece uma verdade profunda e transformadora: a essência de Deus é amor, e desse amor flui toda generosidade. Não somos nós que iniciamos o ciclo do amor e da doação; é Deus quem nos amou primeiro e, como prova irrefutável desse amor, Ele entregou Seu Filho.

Essa é a maior expressão de generosidade que a humanidade já presenciou, um sacrifício que nos garante vida e esperança.

Quando entendemos que a generosidade não é apenas um ato de bondade, mas uma característica intrínseca do próprio Criador, percebemos que somos chamados a viver como reflexos dessa natureza divina.

Amar uns aos outros, como a Escritura nos exorta, é a manifestação visível de que o amor de Deus opera em nós. Nossa capacidade de dar, de estender a mão, de compartilhar, é um eco do grande amor que recebemos, tornando-nos canais da generosidade de Deus neste mundo.

Aplicação prática:

Nossa aplicação prática passa por 3 etapas simples.

A Contagem das Bênçãos

Reserve alguns minutos para si. Pegue um caderno ou use o bloco de notas do seu celular e liste pelo menos dez bênçãos em sua vida que você reconhece como vindas diretamente de Deus – não apenas coisas materiais, mas também relacionamentos, talentos, saúde, e até mesmo desafios que o fizeram crescer.

Ao final da lista, dedique um tempo para agradecer sinceramente por cada uma delas, verbalizando sua gratidão. Isso ajuda a fortalecer a consciência de que somos receptores de Sua abundante generosidade.

O Olhar Atento do Amor

Escolha uma pessoa em seu círculo de convivência hoje – pode ser um familiar, colega de trabalho, vizinho ou amigo.

Com o versículo de 1 João 4:11 em mente (“Amados, visto que Deus assim nos amou, nós também devemos amar uns aos outros”), observe essa pessoa com um “olhar de amor” durante o dia.

Procure identificar uma necessidade específica ou uma oportunidade simples de demonstrar bondade. Não precisa ser algo grandioso; um elogio sincero, uma palavra de encorajamento, ou um pequeno favor podem ser a semente de generosidade que você semeia.

O Espelho da Criação

Faça uma pausa durante o dia para observar a natureza ao seu redor, mesmo que seja apenas uma planta em sua janela ou o céu. Contemple a beleza, a abundância e a ordem que Deus estabeleceu.

Reflita sobre como a criação é um testemunho constante da generosidade de Deus em nos prover oxigênio, alimento, beleza e um lar. De que forma essa observação te inspira a ser mais generoso com os recursos naturais ou com as pessoas ao seu redor? Registre seus pensamentos em seu caderno.

Dia 2: O Poder da Entrega – Desapego e Confiança

A verdadeira generosidade vai muito além de meramente dar o que nos sobra; ela reside na disposição de entregar o que nos é valioso, confiando que Deus é o nosso Provedor.

Muitas vezes, o apego aos nossos bens, ao nosso tempo ou à nossa segurança financeira nos impede de experimentar a liberdade e a alegria que vêm da entrega.

Romper com esse apego é um ato de fé, uma declaração de que nossa segurança não está nas coisas que possuímos, mas naquele que nos sustenta.

Ao desapegarmo-nos, abrimos espaço para que Deus opere milagres em nossas vidas e por meio de nós.

A entrega não empobrece, mas enriquece o espírito. É um convite para confiarmos plenamente em Sua provisão e experimentarmos a verdade de que “há maior felicidade em dar do que em receber”.

Este dia nos desafia a olhar para o que guardamos tão firmemente e a perguntar: o que Deus me convida a entregar hoje, não por obrigação, mas por um coração confiante e desapegado?

Grupo de pessoas conversando na igreja (Guia de Ministérios da Igreja)
Ilustração de um grupo de pessoas conversando na igreja (Guia de Ministérios da Igreja)

Leitura Bíblica: Marcos 12:41-44 (NVI)

Jesus sentou-se em frente ao local onde eram depositadas as ofertas e observava a multidão colocando o dinheiro nas caixas de ofertas. Muitos ricos lançavam grandes quantias.

Então, uma viúva pobre chegou e colocou duas pequenas moedas de cobre, de muito pouco valor. Chamando os seus discípulos, Jesus disse: “Digo a verdade: esta viúva pobre colocou mais na caixa de ofertas do que todos os outros. Todos eles deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver”.

Reflexão:

A história da viúva pobre é um dos relatos mais impactantes sobre a generosidade na Bíblia. Ela nos ensina que o valor de uma oferta não é determinado pela sua quantidade, mas pela proporção do sacrifício e pela atitude do coração.

Enquanto os ricos davam de sua abundância, sem sentir a ausência do que entregavam, a viúva entregou “tudo o que possuía para viver”. Seu gesto não era de quem tinha sobras, mas de quem confiava plenamente na provisão divina, mesmo em meio à pobreza.

Essa mulher não apenas doou dinheiro; ela doou sua fé, sua confiança e seu futuro nas mãos de Deus. Sua atitude demonstra um desapego radical das preocupações terrenas e uma entrega total àquele que é capaz de suprir todas as necessidades.

Sua generosidade, embora financeiramente insignificante aos olhos humanos, foi grandiosa aos olhos de Jesus, porque revelou um coração que amava a Deus acima de tudo, inclusive da própria segurança.

É um convite para refletirmos: o que realmente significa dar “tudo o que temos para viver” em nossas próprias vidas?

Aplicação prática:

Nossa aplicação prática passa por 3 etapas simples.

O Desafio do Desapego Consciente

Escolha um item que você valoriza, mas que não seja essencial para sua sobrevivência imediata (pode ser um livro, uma peça de roupa em bom estado, um objeto decorativo, ou até mesmo uma quantia de dinheiro que você guardava para algo supérfluo).

Com o espírito da viúva em mente, separe esse item e determine a quem você pode doá-lo ou como pode usá-lo para abençoar alguém. A meta não é se desfazer de tudo, mas praticar o desapego de algo que possui um valor para você, liberando a posse com um coração leve.

O Exercício da Confiança Diária

Pense em uma área da sua vida onde você sente medo de não ter o suficiente – pode ser em relação às suas finanças, ao seu tempo, à sua energia ou até mesmo à sua capacidade. Escreva esse medo em um papel ou no seu diário. Em seguida, ao lado, escreva uma passagem bíblica que fale sobre a provisão e a fidelidade de Deus (ex: Filipenses 4:19, Mateus 6:33).

Durante o dia, sempre que o medo surgir, leia essa passagem e ore, entregando essa preocupação a Deus e reafirmando sua confiança Nele como seu provedor.

O Pequeno Gesto Anônimo

Planeje um pequeno ato de gentileza ou generosidade para alguém hoje, com a intenção de fazê-lo anonimamente, ou sem esperar reconhecimento.

Pode ser pagar o café de alguém na fila, deixar um bilhete de encorajamento para um colega, ou ajudar alguém com uma tarefa sem que a pessoa saiba que foi você.

A intenção é focar puramente no ato de dar, sem a expectativa de retorno ou aplauso, experimentando a alegria intrínseca de abençoar o outro.

Dia 3: Corações Abertos, Mãos Estendidas – A Generosidade Ativa

Depois de reconhecer Deus como a fonte e praticar o desapego, o próximo passo é transformar a generosidade em uma ação concreta. Não basta ter um coração desejoso de dar; é preciso que nossas mãos se estendam para suprir as necessidades ao nosso redor.

A generosidade ativa nos tira de nossa zona de conforto e nos impulsiona a sermos instrumentos de Deus para abençoar, confortar e edificar outras vidas.

Essa é a fase em que a fé se manifesta em obras, e o amor se torna visível através de atitudes.

Seja doando recursos financeiros, oferecendo nosso tempo e talentos, ou simplesmente estendendo uma palavra de bondade e encorajamento, cada gesto de generosidade é uma semente plantada que tem o poder de gerar frutos abundantes.

Ao abrir nossos corações e estender nossas mãos, não apenas abençoamos os outros, mas também experimentamos a alegria transbordante de participar do plano generoso de Deus para a humanidade.

Adolescente orando (O que Significa ser Salvo pela Fé)
Ilustração de um adolescente orando (O que Significa ser Salvo pela Fé)

Leitura Bíblica: 2 Coríntios 9:6-8 (NVI)

Lembrem-se: aquele que semeia pouco, também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura, também colherá com fartura.

Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.

E Deus é poderoso para fazer que lhes seja acrescentada toda a graça, para que em tudo, em todo o tempo, tendo tudo o que é necessário, vocês transbordem em toda boa obra.

Reflexão:

A exortação de Paulo aos coríntios sobre a generosidade é um convite poderoso para a ação e para a alegria no ato de dar. Ele nos lembra que a colheita está diretamente ligada à semeadura – quem semeia com fartura, colhe com fartura.

Isso não se refere apenas a retornos financeiros, mas a uma abundância de bênçãos em todas as áreas da vida, incluindo alegria, propósito e a capacidade de realizar boas obras. O ponto central, porém, é a atitude do coração: “Deus ama quem dá com alegria”.

Quando damos com alegria, sem pesar ou obrigação, nossa generosidade se torna um ato de adoração e um testemunho do amor de Deus.

A passagem garante que Deus é capaz de nos abençoar abundantemente com toda a graça, para que tenhamos tudo o que é necessário e possamos, por sua vez, transbordar em toda boa obra.

A generosidade, portanto, não é um dreno de recursos, mas um canal através do qual a graça de Deus flui para nós e, por meio de nós, para um mundo necessitado.

Aplicação prática:

Nossa aplicação prática passa por 3 etapas simples.

O Projeto do Próximo

Identifique uma necessidade real e palpável ao seu redor – pode ser um vizinho idoso que precisa de ajuda com as compras, uma instituição de caridade local que precisa de voluntários, ou um amigo que está passando por um momento difícil e precisa de apoio prático (ex: uma refeição, uma ajuda com crianças, etc.).

Escolha uma dessas necessidades e, de forma intencional, comprometa-se a agir para supri-la. Planeje como você vai se envolver – seja doando um item específico, oferecendo seu tempo ou talentos, ou mobilizando outros para ajudar.

O Investimento Celestial: Tempo, Talento ou Tesouro

Reflita sobre qual dos seus recursos você tem usado menos para a generosidade: seu tempo, seu talento (habilidades e dons) ou seu tesouro (recursos financeiros). Escolha um desses “Ts” e determine uma forma prática de investi-lo em uma boa obra esta semana.

Por exemplo, se for tempo, dedique uma hora a visitar alguém doente; se for talento, use sua habilidade para ajudar em um projeto comunitário; se for tesouro, faça uma doação consciente para uma causa que você acredita. O objetivo é fazer um investimento intencional.

Contágio Generoso: Compartilhe uma História

Pense em uma experiência pessoal em que você foi abençoado pela generosidade de alguém, ou em um momento em que você mesmo praticou um ato de generosidade que o marcou. Compartilhe essa história com alguém hoje – um amigo, um familiar, ou até mesmo em suas redes sociais (se sentir confortável).

Ao compartilhar, você não apenas celebra a bondade, mas também inspira e encoraja outras pessoas a cultivarem um coração mais generoso, criando um efeito dominó de boas ações.

Dia 4: Superando Obstáculos – O Egoísmo e o Medo

Em nossa jornada rumo a um coração generoso, inevitavelmente nos depararemos com obstáculos internos: o egoísmo e o medo. O egoísmo nos leva a reter, a acumular para nós mesmos, enquanto o medo nos paralisa com a preocupação de “não ter o suficiente” se ousarmos dar.

Essas são as amarras que nos impedem de experimentar a liberdade plena e a alegria da generosidade que Deus deseja para nós.

É crucial reconhecer que esses sentimentos não vêm de Deus, mas são vozes que tentam nos afastar do Seu plano de abundância e partilha.

Confrontar o egoísmo significa escolher o amor e o serviço ao próximo acima de nossos próprios interesses.

Vencer o medo significa depositar nossa confiança não nas incertezas econômicas ou na posse de bens, mas na fidelidade inabalável do nosso Pai celestial.

Este dia é um convite para identificar e desmantelar essas barreiras, permitindo que a luz da generosidade brilhe ainda mais forte.

Rapaz cristão orando (Mortificação)
Ilustração de um rapaz cristão orando (Mortificação)

Leitura Bíblica: Lucas 12:16-21 (NVI)

Então lhes contou esta parábola: “A terra de certo homem rico produziu uma grande colheita. Ele pensou consigo mesmo: ‘O que vou fazer? Não tenho onde armazenar minha colheita’.

Então disse: ‘Já sei! Vou derrubar os meus celeiros e construir outros maiores, e ali guardarei toda a minha safra e todos os meus bens. E direi a mim mesmo: Você tem grande quantidade de bens, armazenados para muitos anos. Descanse, coma, beba e alegre-se’.

Todavia, Deus lhe disse: ‘Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou?’ Assim acontece com quem guarda para si riquezas, mas não é rico para com Deus”.

Reflexão:

A parábola do rico insensato é uma advertência contundente contra os perigos da acumulação egocêntrica e da confiança ilusória nas riquezas terrenas.

O homem rico da parábola não era generoso; ele era obcecado em guardar para si, planejando uma vida de luxo e autoindulgência, completamente alheio às necessidades alheias ou à sua própria finitude. Sua preocupação era apenas com “minha safra”, “meus bens”, “minha vida”.

Jesus, ao final da parábola, revela a triste ironia: a vida daquele homem foi exigida na mesma noite em que ele planejava uma vida longa de descanso. Suas vastas riquezas tornaram-se inúteis. A mensagem é clara: a verdadeira riqueza não está no que acumulamos para nós mesmos, mas no que somos para com Deus e para com o próximo.

O egoísmo e o medo de perder nos roubam a perspectiva eterna e a oportunidade de viver uma vida verdadeiramente rica em generosidade e propósito divino.

A parábola nos chama a reavaliar onde depositamos nossa segurança e a buscar ser “ricos para com Deus”, o que implica uma vida de amor e partilha.

Aplicação prática:

Nossa aplicação prática passa por 3 etapas simples.

Confrontando o “Meu”: Uma Análise Consciente

Pegue seu extrato bancário ou reveja suas despesas recentes, ou simplesmente reflita sobre como você tem usado seu tempo livre. Pergunte-se: quanto da minha energia, tempo e recursos são dedicados a “mim mesmo” (necessidades, desejos, entretenimento pessoal) e quanto é direcionado para abençoar os outros ou para causas maiores?

Não se trata de julgamento, mas de conscientização. Identifique uma área onde você pode conscientemente redirecionar uma pequena porção do “seu” para uma ação generosa, seja financeiramente, em tempo ou em atenção.

Orando pelos Medos de Dar

Identifique um medo específico que o impede de ser mais generoso – pode ser o medo de não ter o suficiente para o futuro, o medo de ser explorado, ou o medo de que sua doação não faça diferença. Escreva esse medo em um papel.

Agora, ore sobre ele, apresentando-o a Deus. Peça a Ele que o ajude a confiar em Sua provisão e a liberá-lo do controle desse medo. Busque um versículo bíblico sobre a providência divina (como Mateus 6:25-34 ou Filipenses 4:19) e medite nele, permitindo que a Palavra de Deus acalme suas ansiedades e fortaleça sua fé.

Visão Eterna: O Legado da Generosidade

Imagine o fim da sua vida. Que tipo de legado você gostaria de deixar para trás? Você gostaria de ser lembrado como alguém que acumulou muitos bens ou como alguém que foi generoso e fez a diferença na vida das pessoas e no mundo?

Dedique um tempo para escrever uma pequena “epitáfio” ou uma declaração sobre o legado de generosidade que você aspira construir. Isso ajuda a alinhar suas ações presentes com seus valores mais profundos e com a perspectiva eterna da generosidade bíblica.

Dia 5: Uma Vida de Generosidade – O Hábito e a Alegria Duradoura

Chegamos ao quinto e último dia deste plano, e a verdade que emerge é que a generosidade não é um evento isolado, mas um estilo de vida.

Ela floresce quando se torna um hábito, uma prática contínua que molda nosso caráter e permeia todas as áreas da nossa existência.

Uma vida generosa é uma vida abundante, não porque temos muito, mas porque experimentamos a alegria profunda e duradoura que vem do dar.

Cultivar um coração generoso é um processo contínuo de crescimento e entrega, onde cada ato de partilha nos aproxima mais do coração de Deus.

É a descoberta de que a verdadeira felicidade reside em servir, amar e abençoar o próximo, ecoando as palavras de Jesus de que “há maior felicidade em dar do que em receber”.

Que este dia nos inspire a firmar o compromisso de viver uma vida de generosidade, não apenas como uma opção, mas como a essência de quem somos em Cristo.

Grupo de pessoas realizando evangelismo na rua, dando comida aos mendigos (Justiça Social e Igreja)
Ilustração de um grupo de pessoas realizando evangelismo na rua, dando comida aos mendigos (Justiça Social e Igreja)

Leitura Bíblica: Atos 20:35 (NVI)

Em tudo o que fiz, mostrei a vocês que mediante trabalho árduo devemos ajudar os fracos, lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: ‘Há maior felicidade em dar do que em receber’”.

Reflexão:

A afirmação de Paulo em Atos 20:35, citando o próprio Senhor Jesus, é um resumo poderoso da filosofia da generosidade: “Há maior felicidade em dar do que em receber”. Esta não é apenas uma boa ideia ou um conselho moral; é uma verdade espiritual profunda que inverte a lógica do mundo.

A sociedade muitas vezes busca a felicidade na acumulação, no consumo e na satisfação pessoal. No entanto, Jesus nos revela que a alegria mais plena e duradoura é encontrada no ato de estender a mão, de servir e de abençoar o próximo.

Essa felicidade transcende a gratificação momentânea. Ela é a alegria que preenche o espírito, a paz que advém de sermos instrumentos de Deus e a satisfação de viver um propósito maior que nós mesmos.

Quando a generosidade se torna um hábito, um estilo de vida, ela transforma não apenas aqueles que recebem, mas principalmente aqueles que dão. Ela nos liberta do egoísmo, do medo e da busca incessante por mais, substituindo-os por um contentamento genuíno e uma conexão mais profunda com o amor divino.

Aplicação prática:

Nossa aplicação prática passa por 3 etapas simples.

Agenda da Bênção Semanal

Com base em tudo o que você aprendeu e praticou esta semana, planeje um ou dois atos de generosidade para a próxima semana. Seja específico:

  • Segunda-feira: Ligarei para (nome de alguém) para encorajá-lo(a).
  • Quarta-feira: Levarei um lanche extra para compartilhar com um colega de trabalho.
  • Sexta-feira: Doarei (item) para (instituição).
    Anote esses compromissos em sua agenda ou celular. A ideia é tornar a generosidade uma parte intencional e regular da sua rotina, transformando-a em um hábito.

Diário do Doador: Celebre o Impacto

Crie um “Diário do Doador” em um caderno ou aplicativo. Durante a próxima semana, e sempre que possível, registre suas experiências de generosidade. Anote o que você deu (tempo, talento, tesouro), para quem deu, e como essa ação o fez sentir, tanto no momento quanto depois.

Também registre qualquer feedback ou impacto que sua generosidade possa ter tido nos outros. Rever essas entradas pode ser uma fonte poderosa de encorajamento e inspiração para continuar cultivando um coração generoso.

O Círculo da Influência: Compartilhe o Caminho

Pense em alguém em sua vida que você admira pela generosidade, ou em alguém com quem você gostaria de conversar sobre este tema. Marque um café, faça uma ligação ou envie uma mensagem para essa pessoa, compartilhando um pouco de sua jornada com este devocional.

Pergunte a ela sobre suas próprias experiências com a generosidade ou peça conselhos sobre como crescer ainda mais nessa área. Abrir esse diálogo não só fortalece seus relacionamentos, mas também expande seu próprio entendimento e potencial de ser uma influência generosa para outros.

Conclusão: Cultivando um Coração Generoso

Chegamos ao fim deste plano devocional, mas a jornada de cultivar um coração generoso está apenas começando. Ao longo destes cinco dias, exploramos a generosidade como um reflexo do caráter de Deus, um ato de desapego e confiança, uma manifestação ativa de amor, e um hábito que supera o egoísmo e o medo.

Aprendemos que a verdadeira felicidade reside em dar e que somos chamados a transbordar em toda boa obra, assim como Deus transborda em graça para conosco.

Que as reflexões e aplicações práticas desta semana não sejam apenas um ponto final, mas um novo começo. Que você se sinta encorajado a manter suas mãos abertas e seu coração sensível às necessidades ao seu redor.

Lembre-se, cada pequeno ato de generosidade, motivado pelo amor e pela fé, tem o poder de gerar um impacto imenso, não apenas na vida de quem recebe, mas, acima de tudo, na sua própria alma.

Continue a semear com alegria, confiando que Deus, o grande Provedor, é fiel para abençoá-lo abundantemente para que você possa continuar a ser um canal de Sua bondade. Que sua vida seja um testemunho vibrante de um coração verdadeiramente generoso.

Débora da Teológico
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