Espírito

O Espírito, é um dos conceitos mais importantes do cristianismo, a compreensão deste termo nos leva a entender a importância da ação de Cristo ao salvar a humanidade.

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18 minutos de leitura

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O conceito de espírito é um dos temas centrai para a compreender natureza de Deus, do ser humano e da realidade espiritual. Longe de ser apenas um princípio, ele é a essência imaterial que permite a comunicação com o Senhor, a sede da vida e a parte do ser humano que se relaciona com o mundo invisível.

Além da compreensão bíblica, este conceito é uma das ideias mais antigas e persistentes da humanidade, variando em significado e conotação ao longo dos séculos, culturas e religiões. Algumas religiões e filosofias a considera uma energia vital ou à consciência (mente) que anima o corpo físico, mas estando separada do corpo físico.

O termo também pode ser associado para seres além do ser humano, como os deuses pagãos, demônios, anjos e demais seres celestes.

Neste artigo apresentamos a compreensão cristã, das demais religiões e filosofias.


Espírito no cristianismo

A compreensão do espírito na Bíblia é profunda e está presente tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.

Ela abrange desde a natureza de Deus, a constituição do ser humano (fôlego de vida), anjos, demônios e de demais seres celestiais.

A Bíblia o apresenta como uma parte dos seres humanos, que os liga a Deus e ao sobrenatural.

Ilustração que represente um espírito
Ilustração que represente um espírito

Diferentes usos do termo na Bíblia

No cristianismo, a visão sobre o espírito é complexa, com variações entre diferentes correntes teológicas. A Bíblia, por exemplo, utiliza o termo para descrever diversas entidades e conceitos, como:

  • A essência de Deus;
  • O fôlego de vida dado ao ser humano pelo Senhor, durante a Criação;
  • Alma;
  • Anjos;
  • Demônios.

A essência de Deus

O livro de Deus se inicia afirmando que Deus como um ser espiritual, cuja natureza é imaterial e transcendente.

O Senhor é apresentado como um Espírito que se move livremente pelo Abismo, antes da Criação do mundo. Jesus Cristo, em João 4:24 reafirma essa essência.

Esta afirmação de Cristo deixa claro que Deus não é um ser físico ou limitado por uma forma corporal, mas uma entidade pura e imaterial, que está além da nossa realidade.

Na carta de Atos, escrita por Lucas para Teófilo, é apresentado a terceira pessoa da Trindade, o Espírito Santo. Este expande a compreensão desta essência de Deus descrita em Gênesis 1, nos levando a compreender mais do Ser de Deus.

A Trindade, do pintor de ícones russo Andrei Rublev , início do século XV
A Trindade, do pintor de ícones russo Andrei Rublev , início do século XV

O “fôlego da vida”

Em Gênesis, a criação de Adão é descrita como Deus soprando o “fôlego de vida” nas narinas do homem de barro, tornando-o uma “alma vivente”.

Para algumas vertentes cristãs, o espírito é esse fôlego, um princípio vital que anima o corpo, mas que não possui consciência ou emoções por si só após a morte, como sugere Eclesiastes 9:5,6 e 10. A alma, neste contexto, seria a união deste fôlego com o corpo.

Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente.

Gênesis 2:7 (NVI)
A Criação de Adão de Michelangelo (1512)
A Criação de Adão de Michelangelo (1512)

Espírito e alma como distintos

A carta de Paulo em 1 Tessalonicenses 5:23, onde ele descreve que o “espírito, alma e corpo” sejam conservados íntegros, sugere para muitos que ele e alma são entidades distintas no ser humano. Uma interpretação é que o corpo se refere à dimensão física, a alma à dimensão emocional e sentimental, e o espírito à dimensão mental ou espiritual.

o próprio Deus da paz os santifique inteiramente. Que todo o espírito, alma e corpo de vocês seja conservado irrepreensível na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

1 Tessalonicenses 5:23 (NVI)

Anjos

Os anjos são descritos como “espíritos ministradores” que servem a Deus e são enviados para ajudar os herdeiros da salvação. Eles são seres celestiais sem corpo físico, embora possam assumir formas humanas para interagir com os homens, como nas histórias de Gênesis ou no livro de Atos.

Os anjos são hierarquicamente organizados, com diferentes ordens como querubins, serafins e arcanjos.

anjos não são, todos eles, espíritos ministradores enviados para servir aqueles que hão de herdar a salvação?

Hebreus 1:14 (NVI)

Demônios

O termo “espíritos” também se refere a seres celestiais, como os anjos caídos que se rebelaram contra Deus, liderados por Satanás, conhecidos como demônios.

Os demônios são seres que buscam o mal, a corrupção e a destruição (1Co 11:14-15). Eles não possuem corpos próprios, mas são retratados como tendo a capacidade de “possuir” humanos e animais para realizar suas ações maléficas (Mt 8:28-34).

A visão bíblica difere da filosofia grega, que usava o termo daimoníon de forma mais neutra para se referir a divindades em geral [3]. Na Bíblia, o uso é específico e negativo, ligando-os ao Diabo e à sua rebelião.

Houve então uma guerra no céu. Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão, e o dragão e os seus anjos revidaram. Mas estes não foram suficientemente fortes, e assim perderam o seu lugar no céu.

O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançado à terra.

Apocalipse 12:7-9 (NVI)
Pintura de Gustave Doré baseada na obra Paraíso Perdido
Pintura de Gustave Doré baseada na obra Paraíso Perdido

A constituição humana: Corpo, Alma e Espírito

Uma das áreas mais debatidas na teologia cristã é a distinção ou sobreposição entre alma e espírito. As Escrituras parecem usar os termos de maneiras diferentes, o que deu origem a duas principais interpretações:

  • Dicotomia;
  • Tricotomia.

Ambas as visões concordam que, no contexto bíblico, o espírito é a parte do ser humano que se relaciona com Deus e que, após a morte, pode existir separadamente do corpo. A morte é frequentemente descrita como a “separação do espírito e do corpo” (Tg 2:26).

Dicotomia

Esta visão argumenta que a Bíblia usa os termos “alma” e “espírito” como sinônimos, para se referir à mesma parte imaterial do ser humano.

Eles apontam para passagens como Hebreus 4:12, que fala da “divisão da alma e do espírito”, indicando que, embora distintos funcionalmente, eles formam uma única entidade imaterial.

O dicotomismo ressalta a unidade do ser humano, onde a alma (como o princípio vital e a personalidade) e o espírito (como o princípio de conexão com o Senhor) são duas faces da mesma moeda imaterial, inseparáveis uma da outra, mas distintas do corpo.

Representação da dicotomia da alma
Representação da dicotomia da alma

Tricotomia

Esta visão se baseia principalmente na passagem de 1 Tessalonicenses 5:23, onde o apóstolo Paulo diz: “E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma, e corpo sejam conservados íntegros…”

Para os tricotomistas, esta é a parte mais elevada do ser humano, que se conecta diretamente com Deus, enquanto a alma é a sede da personalidade, das emoções, da vontade e do intelecto. O corpo é a parte física. Essa visão sugere que a salvação afeta todas as três dimensões do ser.

A visão tricotomista é a mais adotada dentro das vertentes cristãs.

O Espírito Santo

O conceito mais importante deste termo na teologia cristã é o Espírito Santo, a terceira pessoa da Trindade. Este não é um mero poder ou força, mas uma pessoa divina, que habita nos crentes, os capacita, os guia e os santifica.

Ele é o agente da regeneração, que “dá à luz” espiritualmente uma pessoa (Jo 3:5-8), e o selo que garante a salvação dos fiéis (Ef 1:13-14).

Sua atuação é vista em toda a Bíblia, desde a inspiração dos profetas até a capacitação de Jesus para o seu ministério e a vinda sobre a igreja em Pentecostes.

A terceira pessoa da Trindade é a manifestação da presença de Deus na vida do crente e na igreja.

Representação do Espírito Santo na Basílica de São Pedro, Cidade do Vaticano
Representação do Espírito Santo na Basílica de São Pedro, Cidade do Vaticano

Nele, quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua glória.

Efésios 1:13,14 (NVI)

Compreensão do espírito em outras religiões

O conceito de espírito está presente nas mais variadas religiões. Embora o termo pareça universal, suas interpretações variam drasticamente entre as diferentes fés, refletindo as cosmovisões de cada uma.

Espiritismo

A Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, oferece uma visão clara e estruturada deste conceito [4].

Princípio inteligente do Universo

Para o espiritismo, o espírito é o princípio inteligente do Universo. Quando ele se une a um corpo físico, ele é chamado de alma. A alma e o espírito são, portanto, a mesma entidade em diferentes estados: encarnada ou desencarnada.

Reencarnação

O espiritismo defende que a reencarnação é um processo de autoaperfeiçoamento pelo qual todos os seres passam. Após a morte do corpo, ser desencarnado mantém sua personalidade e características individuais, continuando seu ciclo de evolução.

Perispírito

A conexão entre alma e o corpo físico é feita por um envoltório semi-material chamado perispírito. Este atua como um intermediário, transmitindo a vontade ser para o cérebro e permitindo a interação entre a dimensão espiritual e a material [5].

Fotografia de Allan Kardec
Fotografia de Allan Kardec

Xamanismo mongol e siberiano

O xamanismo mongol e siberiano é baseado na comunicação com diversas entidades espirituais [15, 16]. Os mongóis buriates, por exemplo, reconhecem os tenger (seres atmosféricos), ancestrais, espíritos de vítimas de morte não natural e almas errantes.

O xamã atua como mediador entre o mundo humano e o espiritual, interagindo com seres protetores, auxiliares e ancestrais xamânicos [15, 16].

Budismo

O budismo, em suas diversas ramificações, também aborda a existência de “espíritos” e seres imateriais em seus ensinamentos [17, 18].

Planos de existência

No budismo Theravada, existem 31 planos de existência, que incluem desde seres do submundo e seres famintos (petâ) até divindades (devâ).

O termo “espíritos” pode referir-se a divindades menores, como gênios (yakkhâ), cobras (Nâgâ), ou a seres da natureza, ancestrais e divindades locais.

Espíritos da natureza

O budismo tibetano categoriza os “espíritos da natureza” em oito tipos, como deuses menores, demônios nocivos e seres da riqueza natural. Essa classificação reflete uma fusão de crenças budistas com o folclore e as tradições animistas da região [18].

A estátua do Tian Tan Buda, no monastério Po Lin, na ilha de Lantau, em Hong Kong
A estátua do Tian Tan Buda, no monastério Po Lin, na ilha de Lantau, em Hong Kong

Vodu haitiano

No Haiti, a religião do vodu é centrada na adoração de espíritos chamados lwa, que podem ser antigas divindades africanas ou seres falíveis, bem como os mortos, que exigem sacrifícios e influenciam o destino dos vivos [6].

Religiões mesopotâmicas

Na antiga Mesopotâmia, os assírio-babilônios acreditavam em uma vasta gama de seres espirituais, incluindo deuses (ilum), gênios planetários, deuses ancestrais e pessoais, espíritos dos mortos (etemmû) e inúmeros demônios (udug) [14].

Xintoísmo

Na religião xintoísta do Japão, os kami são seres divinos considerados superiores aos humanos [13]. Eles podem ser celestiais (amatsu-kami) ou terrestres (kunitsu-kami) e habitar locais naturais como rochas, montanhas e rios.

A mitologia xintoísta estima que existam 88 milhões de kami, um número que simboliza o infinito [13].

Uma representação artística de Utagawa Kuniyoshi do kami Inari aparecendo para um homem. (Xintoísmo)
Uma representação artística de Utagawa Kuniyoshi do kami Inari aparecendo para um homem

Compreensões do espírito na filosofia, ciência e diferentes culturas

Na filosofia, a discussão sobre o espírito transcende o viés religioso e se concentra na natureza da consciência e da mente.

Teosofia

Na Teosofia, o espírito é a díade Atman-Budhi, considerada a essência imortal e os princípios mais elevados do ser humano. Atman representa o Eu divino e universal, enquanto Budhi é a inteligência espiritual. Juntos, eles formam a parte mais elevada e eterna da natureza humana. [24]

Dualismo Cartesiano

René Descartes, um dos pais do racionalismo, propôs um dualismo mente-corpo, no qual o espírito (res cogitans – coisa pensante) é uma substância completamente distinta do corpo (res extensa – coisa extensa).

Para ele, a “coisa pensante” pertence ao mundo da racionalidade e da consciência, enquanto o corpo é um mecanismo complexo e mensurável. Ele sugeriu que a glândula pineal seria o ponto de união entre o alma e o corpo [2].

Espíritos animais

Descartes também usou o termo “espíritos animais” em um sentido fisiológico, para se referir aos impulsos nervosos ou corpúsculos que circulam do cérebro para os músculos, movimentando o corpo.

Ele não os considerava entidades, mas sim a base física dos movimentos e sensações, uma precursora da neurociência.

Retrato de René Descartes, por Frans Hals
Retrato de René Descartes, por Frans Hals

Idealismo alemão

No idealismo alemão, o termo alemão Geist (espírito) é frequentemente usado como sinônimo de “mente”. O filósofo Hegel, por exemplo, desenvolveu o conceito do Espírito Absoluto (Absoluter Geist), que representa a totalidade da realidade e do conhecimento, manifestando-se ao longo da história humana [2].

Mecanicismo

Em contraste com as visões dualistas, algumas correntes filosóficas e científicas concebem o espírito como um princípio material, uma função do sistema nervoso. Nessa perspectiva, a consciência e a personalidade são produtos de processos físicos e biológicos, e não de uma entidade imaterial separada do corpo.

Folclore e etnografia

No folclore, o espírito é frequentemente um “ser imaterial” ou uma “entidade invisível” com status intermediário entre deuses e humanos [1]. Eles são dotados de poderes milagrosos e influenciam o mundo físico, seja de forma benéfica ou oculta [1].

Animismo

Edward Tylor, um dos fundadores da antropologia, introduziu o conceito de animismo em 1871, definindo-o como a “crença em seres espirituais” [9].

Ele argumentava que o animismo era a forma mais rudimentar de religião, presente em “tribos muito baixas na escala da humanidade” e evoluindo para culturas mais complexas.

Edward Tylor desenvolveu o animismo como uma teoria antropológica
Edward Tylor desenvolveu o animismo como uma teoria antropológica

Espíritos da natureza

Muitas culturas acreditam em “espíritos da natureza” ou elementais ligados a elementos ou paisagens específicas. Paracelso (século XVI) descreveu sete raças de criaturas “sem alma” que habitavam os elementos: anões (terra), ondinas (água), salamandras (fogo) e elfos (ar) [7].

Essas figuras, juntamente com gigantes e anões da floresta, são produzidas por “geração espontânea” a partir do céu e dos elementos, sem a necessidade de um corpo material [7].

O abade Henri de Montfaucon de Villars (século XVII) simplificou e popularizou essa tipologia em seu romance O Conde de Gabalis, correlacionando sílfides ao ar, ondinas à água, gnomos à terra e salamandras ao fogo.

África subsaariana

O termo “espírito” na África Subsaariana é usado para descrever uma variedade de entidades imateriais com alguns atributos humanos, mas sem um corpo físico [10]. Entre eles estão os “espíritos dos mortos” e os “espíritos do mato”, que são personificações das forças da natureza. Além disso, há os gênios e entidades adicionadas por religiões ecumênicas, como os Djinn e Ifrit [10].

América do Norte

Os povos nativos americanos têm suas próprias visões sobre espíritos (seres). Entre os Lakota, a busca por visões é uma prática central para se comunicar com seres tutelares [12].


Significado de espírito

O entendimento de “espírito” na Bíblia é baseado em duas palavras, ruach (hebraico) e pneuma (grego). Ambas significam “vento”, “sopro” ou “fôlego” [5].


Aprenda mais

[Vídeo] Teológico | Bíblia & Teologia.

[Vídeo] Alma. Bible Project.

[Vídeo] Anjos e Querubins – Série Seres Espirituais (Episódio 4). Bible Project.

[Vídeo] O Satanás e seus Demônios – Série Seres Espirituais (Episódio 6). Bible Project.


Perguntas comuns

Nesta seção apresentamos as principais perguntas, com as respostas, que as pessoas fazem sobre este termo teológico tão importante para o cristianismo.

Qual é o conceito de espírito?

O espírito é a parte imaterial e eterna do ser humano, o sopro de vida concedido por Deus que nos anima. É a faculdade que nos permite ter consciência de Deus e nos relacionar com Ele. Diferente do corpo, o espírito não é físico e representa a nossa essência espiritual.

O que é o espírito segundo a Bíblia?

Segundo a Bíblia, o espírito (Ruach em hebraico, Pneuma em grego) é o “sopro” ou “vento” de Deus que dá vida. É a dimensão do ser humano que interage com o mundo espiritual.

Qual é a diferença do espírito e da alma?

Embora às vezes usados de forma intercambiável, a alma (nefesh/psyche) é frequentemente vista como a sede da personalidade (mente, vontade e emoções). O espírito (ruach/pneuma) é a parte mais profunda, que se conecta com Deus. A alma é nossa vida psicológica; o ruach, nossa vida espiritual.

O que acontece com o espírito após a morte?

A Bíblia ensina que, na morte, o corpo volta ao pó, e “o espírito volta a Deus, que o deu” (Eclesiastes 12:7). Para o cristão, o espírito entra imediatamente na presença de Cristo (2 Coríntios 5:8), aguardando a futura ressurreição do corpo.

O que é o espírito do ser humano?

É a essência imaterial criada à imagem de Deus, destinada à comunhão com Ele. É o componente que nos dá consciência espiritual e que é regenerado pelo sacrifício de Cristo no momento da salvação, tornando-se vivo para as coisas de Deus.

O que vai para o céu, a alma ou o espírito?

Ambos vão para o céu. Alma e espírito formam a parte imaterial e consciente da pessoa. Após a morte do crente, essa essência unificada vai para a presença do Senhor. A Bíblia trata a pessoa interior como um todo, sem fazer uma distinção rígida nesse contexto.

Qual é a forma de um espírito?

Jesus ensinou que “um espírito não tem carne nem ossos” (Lucas 24:39). Portanto, sua natureza é imaterial e incorpórea, sem uma aparência ou contorno visível como os corpos físicos.


Fontes

[1] Online Etymology Dictionary. Spirit. Disponível em: https://www.etymonline.com/word/spirit

[2] Stanford Encyclopedia of Philosophy. Spirit. Disponível em: https://plato.stanford.edu/entries/hegel-spirit/

[3] New Advent Catholic Encyclopedia. Demon. Disponível em: http://www.newadvent.org/cathen/04715a.htm

Demais fontes

[4] Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. FEB, 2013.

[5] Kardec, Allan. A Gênese. FEB, 2012.

[6] Leininger, L. H. Spirits and the Living in Haitian Voodoo. In: The Journal of Latin American and Caribbean Anthropology. Vol. 16, n. 1, 2011.

[7] Paracelso. Liber de Nymphis, sylphis, pygmaeis et salamandris et de caeteris spiritibus. 1566.

[8] Borgeaud, Philippe. Les esprits des morts dans la religion grecque. In: Revue de l’histoire des religions. T. 219, fasc. 3, 2002.

[9] Tylor, Edward Burnett. Primitive Culture. 1871.

[10] Alexandre, Pierre. Les esprits de l’Afrique noire. In: L’Afrique et le monde. PUF, 1968.

[11] Dammann, Ernst. Die Religionen Afrikas. Kohlhammer, 1963.

[12] Métraux, Alfred. Les Amérindiens et leurs esprits. In: Le Temps de la Réflexion. 1980.

[13] Ono, S., & Woodard, W. P. Shinto: The Kami Way. Tuttle Publishing, 1962.

[14] Bottéro, Jean. La religion babylonienne. PUF, 1952.

[15] Hamayon, Roberte N. La chasse à l’âme: esquisse d’une théorie du chamanisme sibérien. Société d’ethnologie, 1990.

[16] Shirokogoroff, Sergei M. Psychomental Complex of the Tungus. Routledge, 1935.

[17] Gethin, Rupert. The Foundations of Buddhism. Oxford University Press, 1998.

[18] Beer, Robert. The Encyclopedia of Tibetan Symbols and Motifs. Shambhala Publications, 1999.

[19] Agostinho de Hipona. A Cidade de Deus.

[20] Comte, Auguste. Cours de philosophie positive. Volume I, 1830.

[21] Easton, M. G. Easton’s Bible Dictionary. Thomas Nelson Publishers, 1897.

[22] Strong, James. Strong’s Exhaustive Concordance of the Bible. 1890.

[23] Vine, W. E. Vine’s Expository Dictionary of New Testament Words. 1940.

[24] Blavatsky, Helena. Doutrina Secreta: Síntese da Ciência, Religião e Filosofia.

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Diego Pereira do Nascimento
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